Aprenda a domar seus Einsteins

Não existe uma pessoa que domine e tenha o conhecimento total principalmente que não tenha que lidar com situações funcionários difíceis em um negócio. A tarefa de liderar os melhores e mais brilhantes profissionais que chamamos de “Einsteins” impõe desafios especiais. Para ajudar a entender as motivações e preferências destes indivíduos, e indico a leitura: Managing Einsteins: Leading High Tech Workers in the Digital Age.

O livro identifica seis tipos de Einstein mais “temperamentais” que podemos encontrar em qualquer área profissional e poderá encontrar pela frente. Apresentamos cada tipo e algumas técnicas para lidar com eles.

1. Einsteins arrogantes

Definindo o tipo: Einsteins, com freqüuncia, recebem elogios e louvores por sua inteligência. Eles se destacam da multidão pela capacidade de resolver problemas. Alguns começam a acreditar que sua inteligência lhes confere um lugar especial no mundo. Não admira que um dos tipos mais comuns seja o arrogante: estão sempre lendo em revistas ou jornais como são importantes. Eles zombam da autoridade e desafiam decisões gerenciais publicamente.

Lidando com o tipo: uma boa maneira de domar os Einsteins arrogantes é encarar a arrogância com naturalidade. Não deixe que ela seja um fator intimidante nas interações com eles. Os gerentes precisam aceitar o fato de que os arrogantes às vezes reclamam deles.

Uma pequena dose de tolerância permite que os Einsteins desabafem. Pode tornar-se problemático, porém, se a reclamação afetar o desempenho de outras pessoas. Se você detectar que um Einstein arrogante passou da reclamação à rebelião ou à sabotagem total, tem que tomar medidas imediatas para neutralizá-lo.

Uma ação muito eficaz é reunir-se com o Einstein arrogante em particular e ouvir a queixa. A simples escuta pode reduzir comportamentos potencialmente prejudiciais. O Einstein, é claro, espera que suas ideias levem à ação e à mudança. É muito contraproducente ouvir as reclamações, se você não tem intenção de fazer nada em relação a elas. A melhor solução é escutá-las e agir em áreas que você concorda que devem ser melhoradas.

2. Einsteins sabichões

Definindo o tipo: assemelham-se aos Einsteins arrogantes, porém são mais sutis e insidiosos. Zombam também da autoridade e desafiam decisões, mas estão propensos a fazê-lo em silêncio. Este tipo é muito mais difícil de detectar do que os arrogantes, mas são potencialmente mais problemáticos.

Lidando com o tipo: o primeiro desafio é identificá-los. Você pode reconhecê-los pelo estilo de trabalho – são difíceis de localizar, trabalham de acordo com as próprias prioridades e, em geral, têm um grupo de seguidores. Lida-se melhor com os sabichões por meio de métodos indiretos. Confrontar-se com eles ou puni-los só serve para reforçar a idéia de que eles sabem mais.

Einsteins na equipe
seja pequeno e aprenda com os grandes

Gerenciar indiretamente os Einsteins sabichões envolve rastrear onde eles estão e onde estão aplicando suas habilidades. Uma opção é pedir a outra pessoa para se manter em contato ao longo do dia com o sabichão. Assim, o gerente não monitora o sabichão diretamente, o que só serviria para confirmar suas suspeitas.

Esta abordagem indireta provê a atenção que os sabichões precisam receber, mas os mantêm focados nos projetos prioritários. Um gerente astuto é capaz de vencê-los. Se eles começarem a perceber que não podem se esconder e estabelecer suas próprias metas, e que suas habilidades são apreciadas, talvez acabem necessitando de menos gerenciamento.

3. Einsteins impacientes

Definindo o tipo: uma das características mais irritantes dos Einsteins é a impaciência. Na forma mais comum, manifesta-se por olhos irrequietos, batidas de pés e conversas rápidas. A forma extrema impõe desafios de gerenciamento únicos. Com freqüência, os Einsteins impacientes são as estrelas do time. Eles entendem as coisas rapidamente. Não precisam ouvir duas vezes. São extremamente respeitosos e obedientes. Em muitos aspectos, são funcionários brilhantes. O problema é que se entediam facilmente.

Lidando com o tipo: O que você deve fazer com eles?

Deixar que trabalhem. Eles vão se aprofundar nas tarefas que lhes forem designadas com a intensidade de um raio laser. A tarefa mais importante que você tem pela frente é garantir que eles estejam trabalhando e progredindo em suas habilidades técnicas. É improvável que os Einsteins impacientes reclamem quando ficarem entediados. Eles vão começar a olhar em volta à procura de outras opções. Os Einsteins impacientes querem voltar a praticar suas habilidades o mais rápido possível.

Provavelmente não vão confrontar-se com gerentes que não lhes atribuam projetos para tornar isso possível ou que não os ajudem a desenvolver suas habilidades continuamente. Eles estão bem mais propensos a sair da empresa. Fique atento aos sinais de inquietação e tente apresentar-lhes mais um desafio.

4. Einsteins excêntricos

Definindo o tipo: Muitos Einsteins possuem uma personalidade “viciada” – eles se dedicam ao trabalho, hobby ou lazer ao extremo. Vestem-se como Dr. Spock e cruzam o país para participar de convenções de Star Trek. Alguns também são excêntricos quanto ao estilo de trabalho. Querem criar uma legenda para trabalho árduo, resolução de problema, consumo de pizza e Coca-Cola, ou uma rotina de trabalho 24 horas.

Lidando com o tipo: apreciam a excentricidade em parte pela diversão e pela identidade que ela proporciona dentro da tribo. Gerenciá-los significa permitir o afloramento “saudável” desse traço de sua personalidade. Tudo que não interfira com o profissionalismo do escritório pode e deve ser tolerado – e até encorajado.

Einsteins, como todo mundo, buscam expressar sua individualidade. A imersão na tribo acaba com ela. Mas, expressando a excentricidade, eles recuperam a individualidade. Os gerentes podem ajudar neste processo incentivando a expressão elegante e não destrutiva da excentricidade. Alguns exemplos incluem posters, bugigangas, brinquedos, bonecos, screen savers, conversas amenas, etc.

5. Einsteins desorganizados

Definindo o tipo: você já entrou nos domínios de um Einstein e se sentiu desorientado com a bagunça? Alguns residem nas regiões mais recônditas da empresa, cercados por velhos computadores, fios, componentes e outros artefatos de trabalho. Se você pedir para que encontre alguma coisa para você, ele vai achá-la imediatamente. O que parece lixo desorganizado aos olhos dos gerentes é o caos organizado para o Einstein.

Os Einsteins desorganizados não querem perder muito tempo arquivando, organizando, arrumando. Eles preferem princípios de organização mais frouxos. Tudo bem, até certo ponto. A desorganização organizada pode facilmente transpor a linha para a confusão total. Quando isso acontece, ativos valiosos se perdem, custos aparecem e tempo é desperdiçado em busca dos itens necessários.

Lidando com o tipo: há várias atitudes que os gerentes podem tomar para lidar com Einsteins desorganizados. Uma delas é designar um indivíduo, de preferência não outro Einstein, para ficar de olho nos ativos físicos da empresa. Isso pode envolver checagens regulares de estoque, software de gerenciamento de ativos online e outros sistemas de rastreio de ativos.

Mas, ao mesmo tempo, os Einsteins desorganizados gostam realmente de estar cercados pela parafernália do ofício. Os gerentes devem permitir que eles cuidem das próprias bugigangas tecnológicas, papers técnicos, livros e outros materiais. Mas, em geral, não devem encarregar-se de ativos que outras pessoas na organização possam precisar com urgência.

6. Einsteins reservados

Definindo o tipo: são ativos mal utilizados. Nem arrogantes, nem excêntricos, tendem a render abaixo do que poderiam. Muitos fatores podem estar por trás deste comportamento. Alguns são intrínsecos e não há como modificá-los: ser reservado simplesmente faz parte da natureza da pessoa. Esta reserva pode dever-se a fatores ambientais que influenciaram suas vidas. Sobretudo, os Einsteins são pessoas diferentes.

Aliás, são diferentes desde a juventude. São mais brilhantes, inteligentes e propensos a pensamentos analíticos mais profundos do que seus pares. Os Einsteins, com frequência, adotam um estilo retraído. Gerentes eficientes reconhecem o potencial dos Einsteins reservados e se empenham em ajudá-los a liberar este potencial.

Lidando com o tipo: Gerenciar Einsteins reservados com eficácia significa superar a resistência deles à mudança e apoiá-los durante o processo de transformação. Inicie reunindo-se em particular com ele, revelando quais são as expectativas quanto ao seu desempenho. Seu desafio é trazê-lo para a frente do grupo. Existem várias técnicas eficazes para ajudá-los a emergir. Você pode pedir que eles:

Façam um breve seminário para os colegas sobre a atividade que desempenham;

Participem de conferências ou convenções nacionais relacionadas ao trabalho e preparem um breve relatório da viagem a ser apresentado a você e outros gerentes;

Escrevam um paper ou artigo a ser publicado em uma revista especializada de ampla circulação;

Distribuam um paper em uma conferência ou convenção nacional na área de expertise deles.

A tática mais importante que você tem que aplicar para ajudar a mudar os Einsteins reservados é adotar um plano de ação capaz de extrair o que há de melhor neles. Proporcione oportunidades e incentivo. Gradualmente, vão assumir o processo de transformação quando os benefícios ultrapassarem claramente os custos.

Os gerentes não têm que irritar-se, preocupar-se ou calar-se quando confrontados com funcionários difíceis. Estes seis tipos de Einsteins são responsabilidade de gerentes que decidem administrá-los em vez de serem apenas observadores passivos.

Você conhece alguém dessa forma? Indique esse artigo para essa pessoa.

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