A elite brasileira do comércio eletrônico

Escrever sobre comércio eletrônico e economia digital ficou fora de moda nos últimos meses.

A cobertura exagerada cedeu espaço para um olhar afastado sobre o que acontecia nestes empreendimentos virtuais.

A crise econômica, a Copa do Mundo, as eleições e o risco de uma recessão global com uma nova guerra, ganharam as manchetes dos principais jornais e revistas. Não reportaram que, longe do foco da mídia, as empresas sobreviventes na internet estavam engendrando uma nova era: a de operações saudáveis e lucrativas.

A General Motors (GM) seu carro plugado na internet. No passado ninguém pensava nisso tendência e tecnologia.

Varejo online

O segmento automobilístico é o líder do ranking, mas foi o varejo online quem quebrou paradigmas e reverteu uma tendência. Se o faturamento do setor sempre foi crescente, os prejuízos seguiam na mesma proporção. A partir deste ano, os braços virtuais de grandes lojas tradicionais deixaram de ser um fardo às operações físicas.

Americanas.com, mostrou que a companhia conseguiu um lucro principalmente com o BBB 2021. Marca uma nova era do comércio eletrônico: a de operações rentáveis.

Qual a razão para esta expansão?

Uma pista pode ser encontrada no acompanhamento que o e-bit, empresa especializada em internet. Segundo pesquisa, o valor médio das compras online está estabilizado com uma crescente, mesmo no período de pandemia. Uma média em alguns setores de até 50% superior ao desempenho do ano passado. “Muitas lojas começaram a oferecer produtos eletrônicos”.

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O valor médio das compras das lojas virtuais é superior ao das operações físicas. Na Americanas.com, por exemplo, o tíquete médio, em razão da entrada de eletroeletrônicos, produtos de informática e linha branca no menu de ofertas do site saltou.

O número de compradores online também aumentou expressivamente. A estimativa do e-bit é que o varejo online cresça muito no comércio eletrônico. “Se não tivéssemos tanta vulnerabilidade na economia, o desempenho seria muito melhor”, acredita o diretor-geral do e-bit.

Parceiros plugados

O ranking de B2B Distribuição Eletrônica mostrou que as grandes companhias brasileiras estão aprofundando o grau de digitalização de seus negócios.

Um sinal disso é que entre as líderes do ranking, boa parte do faturamento já é escoado por meio de canais digitais. Além de ser um meio mais eficiente, a internet é um canal mais barato e menos burocrático.

O temor de que a rede acabaria com os intermediários também não se mostrou procedente. As grandes indústrias por saberem que os distribuidores e parceiros de negócios são os principais canais para a venda de seus produtos e não os prejudicou na digitalização.

Ao contrário, criaram estruturas tecnológicas para os apoiarem no processo de vendas, como é o caso da Itaú Seguros, que abdicou, no início, de oferecer um site mais elaborado aos consumidores finais para concentrar os investimentos na rede de parceiros comerciais.

A redução de custos é um ganho tangível do relacionamento pela internet, mas há outros menos visíveis. “Temos uma melhoria de qualidade significativa nos processos e pouca intervenção humana”.

Alteração de rota

Dos setores da economia digital, o de e-marketplaces é o que mais mudanças. Em primeiro lugar: muitas empresas que atuavam nesta área desapareceram ou foram incorporadas pelos líderes do segmento. Segundo: o modelo de operação, baseado em negociações abertas entre fornecedores e vendedores, foi pouco a pouco alterado. Hoje, a tendência são portais privados, nos quais as transações são restritas.

O que isso significa?

Que, cada vez mais, grandes empresas vão negociar com sua rede de fornecedores por meio de canais fechados, nos e-marketplaces e grandes empresas engolindo/comprando pequenos negócios que poderá escalar.

Leitura complementar: E-learning o que fazer com isso

A reestruturação do Mercado Eletrônico, cujo princípio básico foi focar-se na base de clientes, levou diversas companhias ao equilíbrio financeiro.

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