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Trabalhar sincronizado com seu parceiro de negócios não significa somente reduzir custos, mas também pode ser sinônimo de aumentar as receitas.

Hoje vou falar de um termo pouco conhecido e que poderá fazer toda diferença no seu negócio com supply chain.

O que é e para que serve o supply chain? Quais são as principais funções do supply chain?

As empresas estão percebendo que as inovações em supply chain podem ser, além de um condutor de redução nos custos, um catalisador de crescimento nas receitas.

Esse novo ponto de vista sobre a estratégia de supply chain terá um forte impacto na criação de valor para uma empresa e seus parceiros da cadeia de fornecedores. Aumento das receitas, redução dos custos e ganhos de produtividade serão atingidos por meio da sincronização da empresa e das cadeias de suprimentos dos parceiros comerciais.

Quão importante é para uma empresa atingir um bom nível de coordenação entre os parceiros da cadeia de fornecedores hoje em dia?

As empresas em todo o mundo estão se tornando cada vez mais uma parte crítica das cadeias de fornecimento de múltiplas indústrias. Isso significa que elas podem tanto complementar como prejudicar uma rede de fornecimento global. Uma companhia que não participe de uma rede não será capaz de criar uma posição de competitividade no mercado, por isso é vital atingir um nível de coordenação crescente.

Para tanto, as corporações precisam entender melhor o que está ocorrendo acima e abaixo de suas respectivas cadeias de fornecimento e como podem aumentar o valor de sua contribuição com os demais integrantes da cadeia.

Garantir a excelência dos processos internos, o que ocorre dentro da empresa, não é suficiente. Em última instância, é a forma como toda a cadeia de parceiros comerciais funciona que será importante. As empresas que possibilitam que suas respectivas cadeias de parceiros comerciais tornem-se mais fortes é que serão vencedoras de longo prazo.

Como a tecnologia da informação, e em particular a internet, mudou a maneira como as empresas lidam com a integração dos parceiros comerciais?

A internet aprimorou a maneira como os parceiros comerciais se comunicam, coordenam suas ações, dividem informações, gerenciam o estoque, reduzem custos e simplificam as cadeias de fornecimento.

Isso faz da execução do pedido um dos pontos mais críticos na cadeia, pois a capacidade de entregar os pedidos no prazo e por um preço razoável pode determinar o sucesso de um negócio. A internet permite a criação de maneiras criativas de lidar com esse problema. O segredo está em fazer um bom uso da informação e aproveitar os recursos existentes para coordenar as atividades.

O princípio por trás dessas estratégias não são novos, mas as tecnologias de internet permitem que sejam aplicados de uma forma inovadora e mais ampla.

As empresas inteligentes pegam a informação de demanda que as redes de fornecedores capturam e usam isso para produzir ou distribuir os produtos finais sob demanda, melhorando a eficiência por meio da entrega de produtos aos destinos finais com menos estágios intermediários.

Essas empresas também tentam substituir fluxos físicos por fluxos de informação, utilizando para isso sua própria infra-estrutura e a infra-estrutura de parceiros comerciais. Todas essas mudanças fazem as empresas começarem a olhar para novas oportunidades de negócios.

empreendedor online
Empreendedor online

Já se pode dizer que o e-business teve um forte impacto na integração das redes de fornecedores em todo o mundo? Ou, pelo contrário, a maioria das empresas ainda tem um longo caminho pela frente antes de atingir a maturidade na coordenação entre os parceiros de negócios?

Apesar do ajuste nos mercados de ações no começo de 2000 com base nas expectativas não alcançadas dos investidores, o e-business mudou radicalmente a forma como as empresas gerenciam e interagem com seus parceiros de negócios.

Estas mudanças são a base para a sincronização da cadeia de fornecedores. Como as redes de fornecedores estão cada vez mais sendo formadas por organizações em todo o mundo, fica difícil generalizar sobre seu desenvolvimento. Não se pode dizer, por exemplo, que existe uma região ou país que esteja uniformemente à frente dos demais em termos de desenvolvimento de supply chain.

Mas eu diria que certos setores industriais são mais desenvolvidos, pois os participantes desses setores embarcaram na evolução de supply chain mais cedo.

Por que as empresas ainda são tão tímidas para investir em e-supply chain?

Ainda estamos atrasados no desenvolvimento da organização do fluxo de uma rede de fornecedores. O desenvolvimento tecnológico, como o uso da internet, está à frente do desenvolvimento organizacional do fluxo ao longo de uma rede de fornecedores.

É necessário que as duas coisas estejam sincronizadas. Até que tenhamos melhor controle dos aspectos da rede de suprimentos, os últimos avanços em ferramentas de e-supply chain não serão úteis. Claro, o outro motivo é que muitas empresas abraçaram e usaram cegamente as novas ferramentas, sem determinar como suportá-las, e assim queimaram munição.

As ferramentas não trouxeram os retornos que esperavam, e essas histórias negativas também contribuíram para desacelerar a adoção de ferramentas de e-supply chain.

Quais são os principais entraves que podem ameaçar um projeto de e-supply chain? Como um empresa pode resolver esses problemas?

Já temos tecnologias desenvolvidas para providenciar integração, mas os desafios são muitos. Primeiro, os dados necessários frequentemente não são obtidos com precisão e nem no momento necessário.

Segundo, não são fáceis as mudanças no gerenciamento organizacional obrigatórias para que as pessoas trabalhem juntas, para garantir as atitudes corretas de colaboração e compartilhamento, para promover as mudanças de processos e para usar novos modelos de negócios, por exemplo.

Terceiro, é simples para pessoas com interesses particulares tirar o trabalho de supply chain dos trilhos.

Finalmente, como novas tecnologias estão sempre sendo desenvolvidas, às vezes é complicado para as empresas saber qual é a tecnologia certa para cada caso e como implementá-las em conjunto com os sistemas que já possuem.

Para considerar uma integração de supply chain, deve ser realizado um trabalho completo e realista do potencial valor e dos potenciais riscos embutidos. E estes riscos devem ser vistos como justos para todos os parceiros.

Times de gerenciamento precisam avaliar os riscos da integração de supply chain para as suas próprias empresas e seus parceiros de negócios. As relações devem ser redefinidas saindo do simples transacional (troca de dados) para a interativa e interdependente (uma gestão conjunta entre os membros da cadeia).

Tudo isso requer um cooperação mais profunda, desejo e capacidade de aprender novas habilidades e um nível de confiança mútua. O relacionamento construído deve ser fortemente levado em conta. Nem todos os parceiros da cadeia de fornecedores estarão igualmente aptos para as demandas da integração.

Quais são as suas capacidades? Quão flexíveis eles são? Eles são confiáveis? Eles podem compartilhar sua visão de benefícios e riscos?

Esse tipo de questões precisam ser respondidas antes de considerar implementações de qualquer relacionamento, menos os mais transacionais.

Uma integração da cadeia de fornecedores significa que todos os parceiros precisam estar comprometidos em compartilhar informações e investir no projeto. Como uma grande empresa pode balancear as necessidades de todos os participantes ao longo de sua cadeia de valor?

Investimento é apenas uma parte, necessária mas não suficiente, para fazer uma estratégia sincronizada de cadeia de fornecimento ter sucesso. Grandes empresas, líderes em supply chain, são freqüentemente as inovadoras, pois testam novas tecnologias, experimentam novas metodologias e maneiras de fazer negócios e têm em seus quadros pessoas que são campeãs de novos conceitos. O que elas aprendem, incluindo as armadilhas e os erros, pode ser valioso.

Consequentemente, as pequenas e médias empresas devem ser muito ativas trabalhando com seus parceiros de maior porte, devem ficar atentas aos novos desenvolvimentos. Uma estratégia de cadeia de fornecedores sincronizada tem por objetivo criar valor para todos os participantes dentro da rede de relacionamentos, não apenas para a maior empresa envolvida.

As companhias que querem começar a integrar suas cadeias de fornecedores devem considerar que aprender com o processo de implementação tem o potencial de gerar mais valor do que postergar todos os projetos até que uma estratégia “perfeita” possa ser desenhada.

A demanda não é um componente imprevisível? Como gerenciar?

Com as empresas tentando capturar e manter participação de mercado em um mundo de corte nos preços e margens de ganho cada vez menores, há pouco espaço para erros no processo de levar produtos para os consumidores.

Se o produto não estiver disponível para os clientes, particularmente durante os dias cruciais de introdução e posicionamento de um novo produto, quando as margens estão em um nível premium, o impacto na participação de mercado e no lucro pode ser devastador.

A tecnologia permite uma abordagem diferente em relação à demanda do que uma simples previsão e pode ajudar as empresas de dois modos. O primeiro é permitir uma melhor qualidade na informação e disponibilidade ao longo da cadeia de fornecedores.

O segundo é permitir planejamento colaborativo e executar atividades. As duas coisas contribuem para que seja enviado um sinal mais acurado de demanda ao longo da cadeia de fornecedores, minimizando os desperdícios e maximizando as respostas. Por exemplo, um típico sistema de planejamento usa períodos anteriores de demanda para prever o futuro.

A demanda fantasma criada por distribuidores e revendedores que muitas vezes pedem mais do que o necessário como uma proteção contra a falta de produtos pode ser contabilizada em sistemas de previsão, levando a uma produção maior do que o necessário.

Enquanto isso, a verdadeira demanda tende a diminuir quando produtos concorrentes chegam ao mercado. Uma visão séria em atividades-chave como planejamento colaborativo de demanda, execução sincronizada de pedidos, e capacidade de planejamento conjunto transformará as redes de fornecedores para atingir o máximo de capacidade de responder à demanda.

Como será o cenário de gerenciamento de supply chain? Será muito diferente do que temos hoje?

Muitas das novas tecnologias (software, sistemas) podem amadurecer e muitas, como e-procurement, planejamento colaborativo, etc… serão práticas padrões.

Organizar o fluxo ao longo de uma cadeia de fornecedores será o principal campo de batalha. Como você estrutura seus relacionamentos organizacionais, incentivos, links de comunicação, medidas de performance etc… serão os fatores-chave para competitividade, enquanto a coordenação dos outros três fluxos (bens/serviços, informação e finanças) será algo dado.

Você tem um pequeno ou grande negócio precisa organizar e o seu fornecedor de produto físico ou virtual precisa ter tudo alinhado, pois o cliente consumidor final gosta do bom atendimento.

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