Os mecenas das operações B2B

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Esse é um artigo para que você entenda que existe sim público e um grande investimento na área B2B. E nesse período pandemia se torna ainda mais necessário. Vou citar alguns exemplos para que entenda.

Business To Business – Para que serve o B2B?

Por trás de todo grande provedor de acesso existe uma operadora de telecomunicações. Essa é uma das tendências que já se consolidou no mercado de internet brasileiro. Mas existe outra, mais sutil, que esta ganhando corpo e uma fatia do mercado. Assim como durante o Renascimento um grupo de endinheirados e nobres italianos patrocinaram artistas como Leonardo da Vinci e Michelangelo, os bancos de investimentos se transformaram nos mecenas das operações B2B.

O movimento pode ser relativamente recente para alguns, mas a lógica é velha conhecida das instituições financeiras, desde o crescimento dos shopping centers, o que motivou a abertura de agências nestes templos capitalistas de consumo para atender os lojistas. Já tem um bom tempo, os bancos começam a garantir uma cadeira cativa dentro dos empreendimentos virtuais. Só que, nesse caso, a tendência toma força nas operações de negócios entre empresas.

O Banco do Brasil, que é o principal financiador da safra agrícola brasileira, criou o Agronegócios-e e o Licitações-e para atender ao governo federal.

Como funciona o sistema B2B?

“Os bancos querem ser o agente financeiro das transações e manter o cadastro do cliente em casa”. Alguns foram tão rápidos para garantir um lugar ao sol nestas operações que acabaram se precipitando. É o caso da Bradespar que na época, era acionista do portal Latinexus, ao lado do Votorantim Venture Capital e dos grupos mexicanos Cemex e Alfa, empreendimento que nunca saiu do papel no Brasil. A holding também foi obrigada a fechar o Portal do Campo, da área agropecuária e, de acordo com fonte interna na época, todos os investimentos em internet da Bradespar passaram por reavaliação.

Alguns acionistas das operações B2B ligadas a bancos fazem questão de deixar claro que os investidores não são as instituições financeiras, mas seus braços de investimento de capital de risco, que pertencem à mesma holding. Mais eles frisam que as operações são 100% independentes das instituições financeiras.

Este é o discurso adotado por muitos bancos brasileiros.

Na época o diretor Luiz Fernando Castello Branco citou uma proposta de um portal de construção civil, que teve a proposta clara de se tornar um catálogo eletrônico da indústria na internet, interligando fabricantes, distribuidores e construtoras na mesma plataforma. Isso hoje é uma grande realidade e um nicho que movimenta milhões. O que foi dito na época que objetivo foi fazer um investimento de risco, com retorno de médio prazo.

B2B empresa

Hoje já existem vários negócios surgindo nesse segmento de mercado e também poderá investir ou criar um negócio online.

mercado B2B
Mercado B2B

Agora essa é a minha opinião pessoal. “Duvido que os bancos não estejam envolvidos com a operação de alguma forma, nem que seja só para obter o cadastro ou oferecer crédito pré-aprovado para os clientes do portal”. É uma entrevista conseguiu visualizar?

As segundas intenções são bem verdadeiras, pois tudo o que envolve investimentos mesmo online é para ter lucro de alguma forma.

Mas não é só via operações de venture capital que os bancos figuram nos portais de B2B. Atualmente, cresce o interesse das instituições nesse tipo de negócio e algumas são donas de prestadoras que já não negam o interesse de agregar serviços à base de correntistas ou vender os produtos financeiros para os usuários do portal.

Empresas B2B no Brasil

No total, são mais de 150 mil clientes corporativos de diversos portes. As grandes companhias, que faturam mais de 50 milhões de reais, são mais de 5 mil. Com receita entre 10 milhões de reais e 50 milhões de reais, situam-se aproximadamente 25 mil correntistas e o restante são empresas de menor porte. O alvo prioritário é justamente a faixa intermediária, composta por clientes que não têm capacidade suficiente para investir em uma iniciativa isolada de internet, mas conseguem entender e extrair lucros do meio.

A reestruturação fez o portal B2B explorar os conceitos de sourcing e leilão reverso. Com isso, oferece ganhos rápidos, identificando dentro do cliente áreas nas quais se pode economizar, reorganizando o processo de compra ou padronizando os itens.

O serviço B2B no qual envolvem os bancos aproxima potenciais clientes. “Não é nada formal e o inverso é verdadeiro. Se identifica uma oportunidade de trabalho integrado com os produtos financeiros do banco, aproximando o cliente ao banco”.

Enquanto alguns são discretos nesta aproximação, outros definem suas estratégias ancoradas no inter-relacionamento cruzado das duas operações. É do Banco do Brasil, que optou por oferecer o serviço diretamente aos seus clientes. Observe o caso do Banco do Brasil, onde as soluções de B2B ficam hospedadas dentro da própria instituição financeira. Os sites Licitações-e e Agronegócios-e são apenas mais um produto do banco. A instituição, que tem mais de 5 mil pontos de atendimento em nível nacional, é a maior financiadora de crédito rural do Brasil e com um portfólio com mais 900 mil empresas correntistas se torna um excelente palco para a veiculação das licitações governamentais.

Mercado B2B no Brasil

Para que você tenha ideia somente em 2001, foram transacionados 230 milhões de reais no portal Agronegócios-e e outros 30 milhões de reais no Licitações-e. O benefício indireto foi uma redução de 22% nos custos com as licitações caseiras.

O banco passou a criar unidade de negócios e-business, a partir da qual começou a desenvolver soluções para seus correntistas. Os bancos têm optado pelo modelo de capital de risco. Mas o investimento mais intenso é na oferta de serviços para colocar clientes na rede de forma consistente.

Esse é um caso claro no qual o banco usa a internet para vender seus produtos financeiros. O contrário, usar a penetração do banco para alavancar os serviços de B2B também ocorre. O público-alvo é atrativo.

O fato é que, dentro ou fora de casa, os bancos vislumbraram na internet um excelente palco para escoar seus produtos. Assim como por trás de um provedor de internet existe uma operadora de telecomunicações, na retaguarda de uma operação B2B haverá um banco, seja no papel de mecenas que patrocina o artista, mas a rigor não se intromete na obra seja como pai que dá a mesada mediante o boletim do filho.

E-commerce B2B no Brasil

Conheça os caminhos adotados por algumas das principais instituições financeiras, ou seus braços de investimentos, na seara dos B2Bs.

Banco do Brasil – Agronegócios e Licitações – O banco federal é historicamente o maior financiador de crédito agrícola do país. Aproveitou sua influência no setor para lançar o portal de agronegócios. As próprias licitações já servem para o sustento do outro empreendimento, que também presta serviços para outros órgãos públicos. O banco também estuda novas investidas e a área de importação/exportação é uma das bem cotadas.

Santander – Nasceu como um marketplace horizontal, mas mudou os planos a tempo de se salvar da crise. Oferece redução de custos em processos de compras pontuais, exclusivamente para grandes clientes, e baseia sua remuneração em contratos de risco. Já existem casos em que banco, portal e cliente foram unidos em um mesmo projeto.

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