Pequenos investimentos, grandes resultados

Os gastos em tecnologia são fundamentais para colocar sua empresa nos trilhos.

Qual o melhor negócio para ganhar dinheiro com pouco investimento?

Já apresentei aqui pequenos negócios e alguns querendo investimentos maiores. Então hoje é para esse público investidor mais agressivo. Sim não é fácil com pouco ou com muito, mas se não começar vai ficar lamentando de quem conseguiu.

Para pequenos investimentos leia abaixo:

Os melhores nichos de mercado mais lucrativos da internet

Dicas de Franquias Baratas e Lucrativas para Cidades Pequenas

Franquias Baratas no Brasil para Investir e Ganhar Dinheiro

Revelado as Melhores Franquias de Sucesso no Brasil

Franquias de Baixo Investimento e Retorno Rápido para Investir

Franquias Com Baixo Investimento Inicial Para Começar Hoje

Investimento Com Retorno Rápido e Garantido em Franquias

Mas o valor do investimento não é necessariamente proporcional ao retorno. Com pouco dinheiro, mas com ideias criativas e, principalmente, com soluções inovadoras, é possível romper a fronteira entre o desperdício e o resultado.

Selecionamos cinco histórias que ilustram esta premissa. A Ingresso.com que com apenas 100 mil reais criou uma solução inovadora no segmento em que atua: a impressão do ingresso pela internet. Com ela, aumentou o volume de vendas, o que garantiu o equilíbrio financeiro, um fato a ser comemorado quando se trata de uma pontocom. O laboratório Fleury gastou 60 mil reais e economiza quase 2 milhões de reais por ano só com a não impressão do resultado dos exames.

O terceiro caso explora a experiência da fabricante de impressoras Epson que com custo mensal de 5 mil reais conseguiu automatizar 90% das respostas de e-mail e reduziu de 48 horas para 24 horas o tempo das questões que ainda necessitam de intervenção humana.

Conheça também a história da Shell que, depois gastar milhões de dólares na infra-estrutura tecnológica, obteve mais resultados integrando as aplicações logísticas e projeta uma economia de até 10 milhões de reais ao ano com a melhoria do processo de entrega de combustível. E por fim a Essilor, fabricante francesa de lentes, que criativamente está renovando a forma de se relacionar entre óticas e laboratórios.

Qual o negócio que mais dá dinheiro hoje em dia?

Vale, no entanto, uma advertência. Esse artigo não é contra qualquer tipo de investimento. Apenas mostra que com ideias inovadoras, serviços relevantes e (por que não?) pouco dinheiro, pode-se tirar o máximo proveito da tecnologia da informação. Anote as receitas, uma delas pode servir à sua empresa ou pequeno negócio, ou ao menos inspirá-lo na busca de grandes resultados, com pequenos gastos.

Ingresso.com

Solução: desenvolvimento próprio de software para automação de bilheterias, com módulo de impressão do ingresso pela internet.

Investimento: R$ 100 mil

Resultado: 80% das vendas da operação acontecem por meio da modalidade de impressão pela internet do ingresso. Sem ela, estima que a compra de bilhetes de cinema online seria apenas 20% do volume atual.

Adquirir ingressos pela internet envolve uma logística que pode dar uma grande dor de cabeça para o comprador. Primeiro: é caro. A maioria das empresas que atua nesta área cobra uma taxa pelo serviço, além do custo logístico para a entrega.

Há a opção de retirar na bilheteria, mas neste caso a conveniência não é total, pois é necessário entrar em uma fila antes de ter acesso à sala do espetáculo, sem esquecer a dúvida que permeia muitos consumidores virtuais: “será que meu nome estará mesmo lá?”

Por que não imprimir o bilhete pela própria Web?

Foi o que fez o Ingresso.com, uma operação de internet que resistiu à crise pontocom com um serviço que chega a surpreender pela simplicidade. Antes, vamos voltar no tempo e conhecer a história da companhia, fundamental para entender sua trajetória. Em 1995, surgiu como uma software house, chamada Interatum Informática, que desenvolvia sistemas que automatizava bilheterias. O foco da companhia sempre foi os cinemas.

Em 2000, quando a bolha da internet ainda não havia explodido, se transformou na Ingresso.com, vendendo parte de seu capital (20%) para quatro investidores individuais por 800 mil dólares (1,5 milhão de reais, nos valores da época), e migrou o software de bilheterias para a internet. Mas a grande ideia, na visão de Jorge Alberto Reis, diretor-presidente da empresa, foi incluir o módulo de impressão, um investimento de 100 mil reais.

Quando foi lançado, em abril de 2000, Reis pesquisou 20 sites mundiais do ramo e só o Cirque du Soleil, no Canadá contava com solução semelhante. Mas, lembra o executivo, era um espetáculo que acontecia uma vez por dia e, cuja a compra, m geral era feita com antecedência. Ingressos para cinema são uma aquisição não planejada, feita no dia da sessão e que envolve várias exibições ao longo do dia.

Ao comprar pela internet, o sistema gera automaticamente um código de barras, com o nome do comprador, o filme e a sala. Quem não tem impressora, ganha uma senha para liberar o ingresso na bilheteria. Online o site se comunica com o cinema e faz as reservas das cadeiras. Ao chegar na roleta, um leitor de código de barras autoriza a entrada.

Simples? Até demais, mas os resultados obtidos pelo Ingresso.com mostram que a pontocom descobriu o ovo de Colombo.

Leia também: Um pequeno passo para o futuro eletrônico

Hoje, o Ingresso.com conta com várias salas no Brasil, com cinemas de diversas redes no Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Brasília e Porto Alegre. A impressão do ingresso pela internet representa 80% das vendas.

Em novembro de 2002, comercializou 45 mil ingressos. E a empresa é lucrativa desde o primeiro trimestre de 2002. Sem a impressão pela Web, Reis acredita que a demanda seria 20%.

Fleury Centro de Medicina Diagnóstica

Solução: a retirada dos exames pela internet.

Investimento: R$ 60 mil

Resultado: economia de quase R$ 2 milhões.

Quanto custa a retirada de um exame laboratorial na unidade em que ele foi feito?

Pelas contas do Fleury, 4 reais média dependendo do ano. Pela internet, 40 centavos, 10 vezes menos. Faça uma conta rápida. Nos últimos 12 meses, 540 mil resultados foram entregues pela Web. Na ponta do lápis, uma economia de 1,944 milhões de reais.

grandes resultados
Pequenos negócios com grandes resultados

O investimento inicial neste projeto foi de 60 mil reais e o gasto anual em manutenção na época era de 40 mil reais. E acredite o grande desafio do Fleury não foi tecnológico, mas sim cultural: fazer com que as pessoas tivessem confiança na internet, para que pudessem retirar, com sigilo e segurança os exames. No começo de dezembro de 2002, 55% dos resultados eram escoados pela Web.

É uma longa trajetória até chegar a este índice. Em 1997, nos primórdios da Web, o Fleury começou a entregar os resultados de exames laboratoriais pela internet para os laboratórios associados, localizados em diversos Estados brasileiros. Depois, foi a vez de fazer a mesma experiência com os médicos.

Nesta época, os laboratórios e os médicos baixavam um software pelo qual conseguiam visualizar os resultados. Em 1998, o Fleury decidiu que os pacientes também poderiam, “buscar” seus exames pela Web e aboliu qualquer programa que pudesse significar uma barreira para o paciente. A curva de adoção manteve-se baixa até o momento em que o laboratório, resolveu treinar as atendentes das unidades, para incentivar os clientes a retirar o exame pela internet.

Deu certo. O uso da internet entrou em uma curva ascendente e a partir de 2001, superou os resultados retirados nas unidades. O Fleury, que fez o desenvolvimento interno da solução, só gastou dinheiro com software que garantisse a segurança do processo, afinal os dados médicos são sigilosos.

E à medida que a taxa de adoção aumentava, foi melhorando o serviço. O laboratório passou a avisar, por meio de e-mail, que o resultado já estava disponível no Web site. “O público da internet é muito ansioso”, justifica-se Plínio Vieira Soares Jr., diretor de informática e telecomunicações.

A internet passou a ser a plataforma fundamental de relacionamento do Fleury, como o sistema de agendamento, que permite à pessoa marcar o local e a hora de fazer o exame. Este serviço na época ainda teve uma curva lenta de adoção.

O Fleury também investiu em um sistema de digitalização de imagens (telerradiologia), no qual com investimentos de apenas 60 mil dólares, conseguiu um retorno de 150 mil dólares por ano. Em quatro meses, o investimento já estava pago. Esse cálculo inclui só a economia com os materiais, sem levar em conta produtividade e os ganhos com a melhoria do processo.

Epson

Solução: NeoAssist.com, que automatizava as respostas por e-mails.

Investimento: R$ 5 mil por mês

Resultado: 90% dos e-mails enviados à empresa era respondido automaticamente pelo software, reduzindo a necessidade de
funcionários dedicados a esta função e melhorando o tempo de resposta. Sim alguns desempregados, mas a tecnologia faz você inovar e aprender. Não da para ficar vivendo do passado no futuro.

Pesquisa realizada pela consultoria Neoris com as 100 maiores corporações que atuam no país nas áreas de telecomunicações, recursos naturais, manufatura e varejo mostrou que o e-mail tem se transformado em um importante canal, de comunicação dos consumidores com as empresas: 94% delas dispõem de um “Fale Conosco“.

O estudo mostra também que o e-mail é um canal ao qual as corporações estão dando pouca atenção, pois 40% das empresas entrevistadas para a pesquisa demoram mais de 50 horas ou não respondem aos seus consumidores.

Só 9% atendem os clientes em uma hora e 10%, em até 20 horas. Com uma solução que tem um custo mensal de 5 mil reais, pois está no regime de ASP, uma espécie de aluguel do software, a Epson, fabricante de impressoras, inverteu essa lógica.

Atualmente, a companhia recebe mais de 13 mil mensagens eletrônicas por mês. Cerca de 90% delas são respondidas automaticamente pela solução Web. Antes, quatro pessoas recebiam todos os e-mails e manualmente respondiam aos clientes. Naquela época, o prazo máximo de resposta era de 48 horas. Hoje, quando são automáticas, são instantâneas, e os 10% restantes não demoram mais de 24 horas.

Como funcionou a solução?

Simples. Quando um cliente da Epson entrava no site da companhia, encontrava as cinco questões mais frequentes dos consumidores da empresa. Se a dúvida persistir, ele envia uma mensagem eletrônica. O software da NeoAssist acessava um banco de dados e em uma pesquisa por palavras-chaves retornava, instantaneamente perguntas semelhantes. O usuário escolhe aquela que responde a sua questão. “Em 90% dos casos, as respostas são satisfatórias”, afirmou José Lívio Pereira, diretor de suporte e serviços técnicos da Epson.

Se não houver uma pergunta semelhante, o e-mail era enviado a um consultor, que respondia ao cliente. Mas à medida que novas indagações são feitas, o software “aprende” e vai reduzindo a necessidade da intervenção humana.

Quando foi instalado, ele resolveu 70% dos casos. Depois chegou a 90%. Os quatro funcionários que trabalhavam neste setor foram reduzidos a apenas um. Três deles foram direcionados para outras áreas do suporte técnico.

Grandes companhias fazem investimentos de milhões de dólares em software de infra-estrutura e depois deixam de aproveitar os benefícios que a integração pode proporcionar.

Veja o caso da Shell. A empresa gastou milhões de reais para instalar o sistema de gestão empresarial da SAP e o software de rastreamento de veículos Cross (Customisable Routing Scheduling System), ferramenta que ajudava na definição das melhores rotas. “No entanto, ainda existia uma lacuna no controles destas operações, pois estes sistemas nos davam as medidas, mas tínhamos grandes dificuldades para identificar as principais ineficiências”, afirma Flávio Rodrigues, gerente de suprimentos da Shell na época.

Shell

Solução: sistema de gerenciamento logístico

Investimento: R$ 1 milhão

Resultado: 25% de redução de custos logísticos, representaria uma economia de R$ 10 milhões por ano.

A integração dos dois sistemas e a implantação do sistema de rastreamento de veículos por satélite GPS (Global Position System), em um trabalho que contou com o apoio da ViaKatalyx, empresa de logística do grupo Telefônica na época, foi o primeiro passo para o projeto e-Fox (Focus in Operational Excellence in e-world), que identifica os gargalos no processo de distribuição, desde o abastecimento na base até a chegada ao cliente.

O projeto já foi implantado em duas bases de distribuição: em Duque de Caxias/RJ e Paulínia/SP, com uma redução de até 25% nos custos logísticos. Quando entrou em operação nas oito bases da Shell, que representava cerca de 65% do volume transportado pela Shell Brasil, a economia seria de 10 milhões de reais por ano.

Agora vamos para um outro nicho.

O e-Fox custou à empresa somente 1 milhão de reais. A grande virtude é fazer com que tecnologias já existentes, pudessem de forma integrada funcionar melhor a relação entre óticas, e laboratórios é um processo que não evoluiu muito. O cliente escolhe uma armação e deixa o receituário médico. Ambos são enviados para o laboratório, que prepara a lente, monta o óculos e devolve para a ótica, que encerra o processo com a entrega para o consumidor. É um trabalho manual, com custo logístico de ida e volta.

Essilor

Solução: criação do site Opticlick, com ferramentas da IBM, para melhorar relacionamento entre laboratórios e óticas.

Investimento: R$ 450 mil

Resultado: economia em 50% do tempo entre o pedido e a entrega das lentes e redução de custos com processo logístico.

A Essilor, empresa francesa com faturamento mundial de 2 bilhões de euros e mais de 160 milhões de lentes vendidas anualmente, melhorou este processo com a criação de um portal de relacionamento entre óticas e laboratórios: o Opticlick. Em teste desde abril de 2002 consumiu investimentos de 450 mil reais, em software e servidores, que garantem a infraestrutura e a segurança dos dados trocados entre as partes.

“Conseguimos chegar mais próximo do cliente e estreitar o relacionamento”, afirma Valéria Pessoa, gerente de informática da Essilor. O Opticlick otimiza o processo de produção de lentes. Na própria ótica, um equipamento faz a leitura tridimensional da armação escolhida e envia para o laboratório, que faz a confecção das lentes e devolve para que seja encaixada na armação.

O resultado é que o tempo entre o pedido e a entrega foi reduzido em 50% e os custos logísticos também caíram pela metade. Mas a Essilor conseguiu mais: associou ao projeto uma facetadora, máquina que faz a leitura do perímetro da lente para conferir com a armação.

O custo deste equipamento foi de 150 mil dólares. Como três laboratórios já usam o Opticlick, conseguiu, só nesta parte recuperar o investimento.

No Brasil, a Essilor não vende diretamente para o consumidor final. O modelo de negócio brasileiro no segmento óptico envolve intermediários: laboratórios ou óticas independentes que adquirem direto da fabricante as lentes.

O investimento, que pode ser considerado alto para quem investe cerca de 2 milhões de reais em tecnologia por ano, não foi usado apenas para o Opticlick.

Valéria Pessoa informou na época, com os mesmos sistemas adquiridos da IBM, a empresa estava desenvolvendo outros projetos, como o pedido eletrônico e mais cinco aplicações internas da própria Essilor, que funcionava debaixo desta plataforma tecnológica.

Deixe um comentário